WEBTECA
Notícias |
|
"A SAPEC Agro entre as princípais empresas no 'ranking' de pedidos de registo de inovações a nível nacional" |
|
O número de pedidos de patentes em Portugal para protecção de inventos cresceu 336% em dez anos. Investores independentes lideram o 'ranking'. Efectivamente, o número de patentes pedidas em Portugal não pára de aumentar. Empresas, universidades e instituições de investigação representam a principal fatia, mas são os investigadores independentes que continuam a liderar o 'ranking' de pedidos de registo de invenções. No ano passado foram solicitados 693 pedidos, dos quais 220 foram feitos pelas empresas, 132 por universidades, 16 por instituições de investigação e o remanescente por investigadores independentes, segundo os números divulgados pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). E são as empresas e universidades que lideram o topo de maiores números de pedidos quando analisamos os dados de forma mais detalhada. Se não vejamos. A Universidade do Minho foi a instituição que mais pedidos (nove no ano passado) de protecção de produtos inovadores realizou junto do INPI, seguindo-se a Sodecia - Centro Tecnológico e depois, com igual número de patentes (cinco), a Hovione Farmacêutica, Novadelta - Comércio e Indústria de Cafés e a Sapec Agro. Um 'ranking' que demonstra o caminho que está a ser seguido tanto pelas universidades como pelas empresas dos vários sectores de actividade. E estão todos de acordo. Só com inovação é que as instituições se podem afirmar numa economia cada vez mais globalizada. O reitor da Universidade do Minho, António Cunha, em declarações ao Diário Económico, enfatiza precisamente este aspecto da internacionalização como estratégico. "O nosso objectivo é ser uma referência internacional com o maior impacto possível no desenvolvimento sócio-económico" do País. E Peter Villax, vice-presidente da Pharma and Innovation&Product Development (I&PD) da Havione vai mais longe quando questionado sobre a importância da inovação nas empresas. "A resposta é tão óbvia que parece mais útil examinar como é que as empresas vão à falência se não adoptam inovação em tudo o que fazem - produtos, procedimentos, operações, organização, marketing e ciência e tecnologia" , salienta. Uma opinião partilhada por Marco Miranda, 'innovation manager' do Grupo Nabeiro que salienta a velocidade com que os produtos ficam obsoletos. "A inovação é fundamental no desenvolvimento e sustentabilidade de uma empresa" numa economia globalizada "onde as tecnologias proliferam, os concorrentes se multiplicam e os produtos se tornam rapidamente obsoletos", Aliás, o responsável máximo pela universidade do Minho não deixa de evidenciar que hoje em dia os empresários estão mais sensibilizados e motivados para a importância da inovação nas respectivas estratégias empresariais. Contudo, faz um alerta: "Os mecanismos para a concretização desses processos de inovação ainda não estão adequadamente identificados ou assumidos" pelos empresários. Crise não inibe reforço do investimento em inovação. Apesar do corrente ano ser particularmente difícil para as empresas, a aposta na inovação não vai diminuir, pelo menos nas organizações contactadas pelo Diário Económico. Peter Villax confidenciou que a "investigação para a própria empresa representa 6% de vendas, mas com uma grande subida prevista para 2013-2014". António Cunha afirma também que existe um reforço na aposta na inovação na universidade do Minho com um investimento superior a 50 milhões de euros. "Essa aposta é contínua e vai sendo reforçada pelo número crescente de 'spin-offs' do empreendedorismo académico. Estamos a fazer dois investimentos novos: o Centro Clínico Académico, que foi inaugurado há um ano e corresponde a uma parceria com o Grupo Mello Saúde; e o Instituto para a Bio-Sustentabilidade que corresponde a um investimento superior a sete milhões de euros e que conta com o apoio dos fundos comunitários". Já Marco Miranda, do Grupo Nabeiro, destaca a iniciativa Diverge (Centro de Inovação da empresa) que é "constituída por dez colaboradores, entre os quais existem designers industriais, designers gráficos e de comunicação e engenheiros", aos quais acresce uma rede externa colaborativa. Patentes na Europa crescem 3% Cerca de 70% dos registos de patentes e de marcas são de empresas europeias. O número de patentes registadas na Europa ascendeu a mais de 109 mil no ano passado, segundo o Instituto de Harmonização Europeu de Marcas e Design, liderado pelo português António Campinos e sediado em Espanha. Segundo a mesma instituição este valor representa um acréscimo de 3% face ao ano de 2011 e as inovações, potênciadas por projectos comunitários, totalizaram mais de 82 mil o que representou um crescimento de 5%. O documento, que elabora o balanço do sector, evidencia que a maioria, cerca de 70%, das solicitações para registo de patentes e de marcas na Europa tem origem precisamente em empresas sediadas no Velho Continente. Um outro dado é o facto da Alemanha liderar de forma destacada, com uma fatia de 18,6% no número de registos. Neste 'ranking', o Reino Unido e Itália ocupam o segundo e terceiro lugar com 9,54% e 7,49%, respectivamente. Portugal não conseguiu ultrapassar a barreira de um por cento ficando em 0,92% do registo de patentes e marcas no ano passado. |
|
