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Doenças

GAFA, Colletotricum gloesporioides (Gloeosporium olivarum

A doença ataca geralmente os frutos no início da maturação ( quando estes mudam da cor verde para o roxo), à ocorrência das primeiras chuvas outonais. A germinação dos esporos, presentes nos ramos e folhas, dá-se logo que a humidade relativa atinja os 92%, e é tanto mais rápida quanto maior for a temperatura, sendo 25ºC a temperatura óptima. As zonas com difícil drenagem do solo e atmosférica são as mais propícias ao desenvolvimento da doença.
Uma vez atacados, os frutos apresentam ligeiras depressões circulares na polpa, de cor castanha e necróticas, as quais vão alastrando e exibindo pequenas pústulas de cor alaranjada típica, podendo atingir todo o fruto, que fica mumificado. Em presença de condições climatéricas favoráveis, surgem exsudações de tonalidade rósea, contendo as frutificações do fungo.
Os frutos atacados pela mosca, são mais propícios ao desenvolvimento da doença. A gafa também pode atacar folhas e raminhos.
Trata-se da doença mais importante dos olivais portugueses, tendo particular relevância na faixa litoral, no Ribatejo e em vários concelhos do Alto e Baixo Alentejo, com especial incidência na variedade Galega, que é muito sensível.
O ataque da gafa provoca a destruição total ou parcial da polpa, atacando também as folhas. Os frutos atacados perdem gordura e dão azeite de má qualidade, com elevada acidez e sabor e cheiro desagradáveis. Em anos de forte ataque a produção chega a ser prejudicada em mais de 50%.