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Pragas |
PIRAL, Ostrinia nubialis Hb. |
| O adulto é uma borboleta com 20 a 33 mm de envergadura, com asas finas e largas, de corpo estreito e antenas cilíndricas. O macho é mais pequeno que a fêmea e possui asas mais escuras, com bandas acastanhadas. As asas das fêmeas são mais claras e menos contrastadas. Na fase larvar, as lagartas medem cerca de 18-20 mm, de cor branca-rosada, por vezes cinzenta ou acastanhada, com a cabeça e a placa toráxica castanha clara. Cada segmento abdominal exibe dorsalmente uma fiada de quatro placas escuras, providas de sedas, e, um pouco mais atrás, duas placas mais pequenas. O ciclo anual pode estender-se por várias gerações. O insecto hiberna, em diapausa, no último estado larvar da última geração, escondido nos resíduos da colheita espalhados pelo campo ou incorporados por uma lavoura. É nestes abrigos que, na Primavera, as lagartas se transformam em crisálidas. Passados cerca de vinte dias de ninfose dá-se a eclosão das borboletas, cujo período de voo dura 6 a 8 semanas, com actividade nocturna e temperatura superior a 12 ºC. A postura inicia-se nos dias seguintes à eclosão do insecto adulto ou borboleta, podendo cada fêmea depositar até várias centenas de ovos, preferencialmente na face inferior das folhas, em agrupamentos imbricados de cerca de 20 ovos - as denominadas ooplacas. A incubação dos ovos varia entre 5 a 15 dias. As larvas deles resultantes começam por roer o parênquima das folhas mais próximo das ooplacas donde saíram, para de seguida penetrarem no interior do corneto foliar, instalando-se na base deste, onde se alimentam. Posteriormente, dirigem-se para a panícula masculina, que abandonam pela altura da floração, para penetrarem no caule ao nível da axila das folhas, no pedúnculo da espiga e na própria espiga. A segunda geração desenvolve-se principalmente sobre a espiga. No final do seu desenvolvimento as lagartas têm o corpo cinzento-amarelado, atingindo 2 cm de comprimento. São muito características as perfurações no caule, de cujo interior ressalta uma espécie de serradura amarelada. Os estragos podem ocorrer em todos os órgãos da planta, sobretudo na parte superior do caule e na maçaroca, tornando-se débil e quebradiça, do que resulta acama e perdas de produção de grão. |