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Doenças |
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ESCORIOSE, Phomopsis viticola Sacc. |
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Esta doença não se dissemina facilmente pela água da chuva ou pelo vento, pelo que ocorre na vinha em manchas. Na Primavera, os picnidios libertam os esporos e pela acção da chuva, ocorre a infecção dos rebentos jovens da videira. Se a videira se encontrar num estado fenológico susceptivel (estado D) e tivermos um período de humectação superior a 7 horas, surgem os primeiros sintomas nos estrenós da base dos pâmpanos. O micélio desenvolve-se à superficie dos rebentos jovens. Durante o verão, o fungo continua o seu desenvolvimento sobre os sarmentos herbáceos, os gomos formados são contaminados e os sintomas acentuam-se. No Outono, há formação de picnidios, o micélio torna-se mais evidente o que se traduz no esbranquiçado tipico dos sarmentos. Nas folhas surgem pontuações negras com uma auréola amarelada, localizadas preferencialmente sobre o pecíolo e nervuras principais. Nos cachos as manchas localizam-se no pedunculo e no ráquis,dando origem, no Verão, a necroses acastanhadas, estriadas ou fusiformes, mais ou menos profundas. Nas varas formam-se pequenas lesões negras, arredondadas ou lineares, mais ou menos profundas nos entrenós da base, originando um esbranquiçamento cortical a partir da base. Os gomos basais morrem e a base dos sarmentos pode apresentar-se fendilhada. Os maiores prejuízos são causados pela inviabilização dos gomos da base dos sarmentos, pois numerosos gomos da cepa são invadidos pelo micélio e na Primavera seguinte não abrolham. Com o estrangulamento dos gomos, ocorre enfraquecimento e ruptura das varas, seja por acção do vento, pelo peso dos cachos ou em consequência de trabalhos culturais, como a poda em verde. Nas folhas, os prejuízos não são importantes, porém ataques fortes podem provocar dessecação e desfoliação das folhas da base. Nos cachos, os ataques são sempre graves, provocando mau vingamento e desavinho. |
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