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PODRIDÃO CINZENTA DA VIDEIRA, Botrytis cinerea Pers. |
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Ao longo do período vegetativo, os conídios têm capacidade de produzir novas contaminações. Nas folhas verifica-se o aparecimento de manchas vermelho-acastanhadas em forma de cunha, a partir da periferia do limbo e que tomam o aspecto de queimadura. Nas varas as manchas são alongadas de cor castanha, com presença de micélio, se o tempo for húmido. Nos cachos á medida que os bagos se desenvolvem, o micélio pode permanecer latente no seu interior. Assim, durante a floração, pode infectar os grãos de pólen; durante a alimpa e o ínicio do pintor, bago ainda verde, existem no bago substâncias inibidoras do desenvolvimento do fungo; no início da maturação, temos o período mais sensível, pois os bagos contêm elevada concentração de açúcar, substrato promotor do desenvolvimento do fungo. Caso ocorram condições climatéricas e enológicas favoráveis, surgem nos bagos atacados manchas castanhas cobertas de micélio acinzentado. Os prejuízos causados pela podridão cinzenta são importantes sobretudo nos cachos. Antes da floração, atinge a inflorescência o que pode conduzir à perda total dos cachos, reflectindo-se em perdas elevadas de produção. Durante a maturação, há degradação de matérias corantes com destruição da película que contém substâncias aromáticas, reduzindo o grau alcoólico e aumentando a fixação de SO2 nos vinhos, com consequente aumento da acidez volátil. |
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