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Doenças

MÍLDIO DA VIDEIRA, Plasmopara vitícola (Berk e Curt) Berl e De Toni

É um endoparasita obrigatório da videira. Hiberna sob a forma de oósporos, em tecidos doentes, preferencialmente na página inferior das folhas. Os oósporos são muito resistentes às condições climáticas adversas, podendo conservar o seu poder infeccioso durante 2 anos.
Na Primavera, com uma temperatura média de 12ºC, e perante um período de precipitação não inferior a 10mm em 24h, os oósporos germinam, dando origem a macroconídios ou zoosporângios. Estes, na presença de água, libertam zoósporos que germinam e penetram através dos estomas - Contaminações Primárias. Na página superior da folha surge uma mancha de cor verde pálido – mancha de óleo, a que corresponde um enfeltrado branco na página inferior da folha. O enfeltrado é formado por conidióforos e conídios, que vão libertar zoósporos, ocorrendo a fase assexuada do ciclo - Contaminações Secundárias.
O período compreendido entre a germinação dos zoósporos e a manifestação externa da doença – ciclo – varia de 7 a 14 dias de acordo com as condições climatéricas.
Relativamente aos danos, nas folhas temos na página superior manchas arredondadas oleosas e translúcidas, enquanto na página inferior se pode observar um enfeltrado de micélio branco. Nos cachos, os bagos e o ráquis apresentam micélio e frutificações de cor branca, posteriormente adquirem coloração violácea pardo, acabando por secar e cair. Os pâmpamos curvam-se em forma de “S” e ficam cobertos por um enfeltrado branco.