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Doenças

CRIVADO, Cladosporium carpophylum (Lév.) Aderh.

Hiberna sob a forma de micélio e esporos nas lesões dos ramos do ano, nas manchas das folhas, no exsudado de goma dos cancros e nos frutos mumificados. Na Primavera, o micélio produz uma massa micelial esporulante, com formação de conídios que vão contribuir para a disseminação da doença.
Os conídios são produzidos 2 semanas antes da separação do cálice e a sua produção aumenta até 3 – 4 semanas depois. A viabilidade dos conídios decresce ao longo do tempo, podendo a sua produção renovar-se sempre que ocorram condições climáticas favoráveis.
A esporulação ocorre com 70 a 100% de humidade relativa e aumenta com a humidade, podendo verificar-se após um período de 3 horas a uma humidade relativa de 100%. A temperatura óptima de germinação é de 25 – 30ºC, a uma humidade relativa de 98 – 100%.
O desenvolvimento do fungo é favorecido por tempo quente e chuvoso, supondo-se que continue o seu desenvolvimento nos cancros durante Invernos amenos e húmidos. A secura do Verão normalmente pára a evolução do fungo.
Nas folhas surgem manchas avermelhadas dispersas no limbo, que assumem uma forma circular com 3 – 4 mm de diâmetro e com o centro necrosado, o qual se desprende, ficando a folha cheia de orificios, semelhante a um crivo. Se o ataque for muito intenso pode ocorrer desfoliação. Nos ramos observam-se lesões semelhantes às das folhas, mas agrupadas, originando cancros de onde escorre um exsudado gomoso. Nos frutos surgem lesões semelhantes às observadas nos ramos. Pode ocorrer mumificação dos frutos e, se estes permanecerem na árvore durante o Inverno, vam constituir focos de infecção para a Primavera seguinte.
A infecção dos frutos ocorre normalmente 30 dias após a queda das pétalas, uma vez que antes disso os jovens frutos possuem uma pelagem abundante que vai “desencorajar” a penetração do fungo.