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Doenças

OÍDIO DO PESSEGUEIRO, Sphaeroteca pannosa ((Wallr.) Lév.)

É um ectoparasita obrigatório que desenvolve todo o micélio e frutificações à superficíe dos órgãos da planta hospedeira. Apenas emite para o interior dos tecidos vegetais os haustórios através dos quais realiza trocas gasosas.
Plantas hospedeiras são o pessegueiro, o damasqueiro, a cerejeira e a ameixeira.
Hiberna sob a forma de micélio nos gomos, em frutos mumificados ou nas rugosidades dos ramos. Na Primavera, os conídios produzidos no micélio provocam as infecções primárias nas folhas jovens, lançamentos ou frutos. Quatro dias após a infecção ocorre a formação de novos conídios que, disseminados pelo vento, provocam as infecções secundárias.
A infecção depende do tempo de folha húmida e da temperatura (12 a 38ºC), não sendo muito exigente em humidade relativa (40 a 100%).
A presença de uma película de água sobre o hospedeiro evita a germinação dos conídios e consequentemente a infecção.
Em condições de temperatura superior a 28 – 30ºC e humidade relativa inferior a 70 – 75% a evolução da doença é mais lenta.A época de contaminação vai desde a floração até à queda das folhas, desde que, surjam novos lançamentos e o tempo decorra nublado.
Os ataques sobre as folhas podem realizar-se durante todo o período vegetativo, enquanto os frutos são sensíveis apenas nas 6 a 8 semanas que sucedem a floração, tornando-se resistentes com o amadurecimento.
A presença de um pó branco, farinoso no exterior dos órgãos é a sintomatologia caracteristica desta doença. Desta forma, as folhas deixam de crescer, tornam-se cloróticas, arqueadas e rigidas. Os ramos param o crescimento – entrenós curtos e, no Inverno, apresentam um polvilho branco na parte terminal – micélio do fungo. As escamas dos gomos apresentam-se semi-cerradas e os gomos podem mesmo abortar. Nos frutos vamos ter desvalorização comercial.