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Pragas

FILOXERA, Dactulospharia vitifolli
É uma praga originária da América. Foi introduzida na Europa em finais do século XIX, sendo responsável pela destruição de muitas vinhas cultivadas em pé franco, ruína de inúmeros viticultores, o que obrigou à utilização de porta-enxertos resistentes.
Actualmente, a filoxera é uma praga secundária. No entanto, para solucionar os danos causados pela filoxera recorreu-se ao intercâmbio de videiras com a América, acção responsável pela introdução do míldio na Europa.

A filoxera é um homoptero com os seguintes estados de desenvolvimento:
ovos – dificeis de observar à vista desarmada, medem 0.3 mm, são elipsoidais e têm cor amarelo-esverdeada, mais ou menos brilhante;
larvas – sãoperiformes, com cor amarelo-esverdeada e o tamanho varia com a idade, podendo chegar a 1.2 mm;
ninfas – possuem corpo mais largo que as larvas, com cor amarelo-esverdeada, a tender para o alaranjado.
adultos – idêntico a um pulgão, periforme, com cor amarelo-escuro ou castanha e medem 0.5 a 1 mm.

No caso da videira americana, as fêmeas colocam os ovos de Inverno (1 ovo/ fêmea) sobre a madeira da cepa, donde nascem as fundadoras que se instalam sobre as folhas, fundando as primeiras colónias.Estas formam galhas de onde saiem larvas jovens, que irão formar novas colónias/galhas. Uma parte destas larvas abandona as folhas e vai para as raízes, constituindo colónias radiculares, que desenvolvem várias gerações durante o Verão. No fim do Verão, surgem fêmeas aladas que efectuam a postura de dois tipos de ovos. Uns dão lugar a machos, outros a fêmeas, que encerram o ciclo.

Sobre a videira europeia, devido à dificuldade de desenvolvimento sobre as folhas, efectua todo o seu ciclo ao nível da raíz, onde se verifica o desenvolvimento ininterrupto de uma série de gerações, com formação de galhas radiculares.

Em videiras americanas e viveiros ocorre um forte ataque sobre as folhas, com formação de galhas foliares e consequente diminuição do crescimento e mau atempamento das varas.
Em videiras europeias, na parte aérea, surgem sintomas clássicos de afecção radicular – vegetação raquitica e clorose. No sistema radicular observam-se picadas de alimentação das larvas, que produzem uma hipertrofia – nodosidades, e tumores nas raízes mais velhas – tuberosidades.